Medição de Resistência de Malha de Aterramento de Subestação

Diagrama ilustrando o funcionamento do sistema de aterramento elétrico em grandes projetos industriais, com eletrodos e condutores conectados ao solo

A medição de resistência de aterramento verifica, com a malha já executada, se o valor obtido em campo corresponde ao previsto no projeto. É um ensaio diferente da resistividade do solo: a resistividade é medida antes da obra e caracteriza o terreno, enquanto a resistência é medida depois e caracteriza a malha instalada. O ensaio segue a ABNT NBR 15749.

Quando a medição é exigida

  • No comissionamento de subestações e cabines primárias, antes da energização;
  • Para atender exigência da concessionária ou do cliente final;
  • Nas inspeções periódicas do aterramento e do SPDA;
  • Para compor o prontuário de instalações elétricas, que conforme a NR-10 deve conter a documentação das inspeções e medições do SPDA e dos aterramentos.

O método de queda de potencial

O instrumento injeta corrente entre a malha e um eletrodo auxiliar de corrente, cravado longe dela, e mede a tensão entre a malha e um eletrodo auxiliar de potencial, posicionado no mesmo alinhamento. A relação entre tensão e corrente fornece a resistência.

Para que a zona de influência da malha não se sobreponha à do eletrodo de corrente, este é posicionado a uma distância mínima de 3 vezes a maior diagonal da malha, medida a partir do centro geométrico. O eletrodo de potencial fica a 61,8% dessa distância, a chamada regra dos 62%.

Em uma malha de 60 m x 40 m, a diagonal é de aproximadamente 72 m. O eletrodo de corrente fica a cerca de 216 m do centro da malha e o de potencial a cerca de 134 m.

A curva de patamar

Uma única leitura não valida o ensaio. O eletrodo de potencial é deslocado em passos de 5% para antes e para depois da posição nominal, e as leituras são comparadas. Quando os valores se estabilizam, formando um patamar, o resultado é considerado válido. Se não há patamar, o eletrodo de corrente está perto demais ou há interferência no alinhamento.

O que influencia o resultado

  • Interligações da malha com cabos para-raios da linha, neutros e blindagens, que reduzem o valor lido;
  • Subestação energizada ou não no momento do ensaio;
  • Umidade do solo e chuva recente;
  • Espaço disponível para o alinhamento dos eletrodos fora do pátio.

Essas condições são registradas no relatório, porque explicam diferenças entre o valor medido e o valor de projeto.

Qual valor é aceitável

Não existe um valor único válido para toda instalação. Em subestações, o critério é o atendimento às tensões de toque e de passo admissíveis, conforme a ABNT NBR 15751, e o valor medido é comparado com o calculado no projeto da malha.

O que o laudo entrega

  • Croqui com a posição da malha e dos eletrodos auxiliares;
  • Tabela de leituras e curva de patamar;
  • Valor de resistência de aterramento da malha e parecer em relação ao projeto;
  • Registro fotográfico com data, hora e coordenadas;
  • ART e certificado de calibração do equipamento.

Para orçar a medição, envie a planta da malha de aterramento e o endereço da subestação. Conheça o serviço de Resistência de Aterramento da Resground ou fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 99101-6087.

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