Ensaio de Resistividade do Solo: como é feito e o que o relatório entrega

Profissionais realizando sondagem geoelétrica em campo para análise do subsolo em projeto de infraestrutura

O ensaio de resistividade do solo mede a oposição que o terreno oferece à passagem de corrente elétrica, em Ωm, em diferentes profundidades. É o primeiro dado necessário para projetar uma malha de aterramento, porque a resistência da malha e as tensões de toque e de passo dependem diretamente do solo onde ela será instalada. A norma que rege o ensaio no Brasil é a ABNT NBR 7117.

O método de Wenner

O arranjo de Wenner utiliza quatro eletrodos cravados em linha reta e igualmente espaçados de uma distância “a”. A corrente é injetada pelos dois eletrodos externos e a tensão é medida entre os dois internos. A resistividade aparente é obtida pela expressão ρ = 2·π·a·R, onde R é a resistência lida pelo instrumento.

A profundidade investigada cresce com o espaçamento. Por isso o ensaio é repetido no mesmo ponto com espaçamentos crescentes, em geral de 1, 2, 4, 8, 16 e 32 m, formando a curva de resistividade aparente em função do espaçamento.

Etapas do ensaio em campo

  1. Inspeção da área e definição das linhas de medição, afastadas de malhas existentes, cercas e tubulações metálicas.
  2. Cravação dos eletrodos, com profundidade não superior a 1/20 do espaçamento.
  3. Leituras para cada espaçamento, em duas direções no mesmo ponto sempre que o terreno permite.
  4. Registro das coordenadas, das fotos com data e hora e da temperatura e umidade do dia.
  5. Conferência das leituras ainda em campo, para repetir o que for necessário antes da desmobilização.

Critérios de validação das leituras

As leituras de um mesmo espaçamento são comparadas entre si. Valores com desvio superior a 50% em relação à média do respectivo espaçamento são repetidos ou descartados, conforme os critérios da NBR 7117. Quando há suspeita de interferência de estrutura metálica enterrada, o ponto é deslocado e medido novamente.

Da curva de campo à estratificação

O solo raramente é homogêneo. A partir das curvas de resistividade aparente, o solo é modelado em camadas horizontais, cada uma com sua resistividade e espessura. É esse modelo estratificado que entra no cálculo da malha, e não a média aritmética das leituras, que leva a erros em solos de duas ou mais camadas.

Três erros comuns

  • Usar terrômetro de baixa potência nos maiores espaçamentos, onde a corrente injetada não é suficiente para uma leitura estável;
  • Medir logo após chuva, com as camadas superficiais saturadas;
  • Medir em uma única direção, o que esconde variações laterais do terreno.

O que o relatório deve conter

  • Local, data, equipamento e arranjo utilizados;
  • Tabelas de leituras por ponto e por espaçamento;
  • Curvas de resistividade aparente e modelo estratificado do solo;
  • Croqui com as coordenadas dos pontos;
  • Registro fotográfico e condições climáticas;
  • ART e certificado de calibração do equipamento.

O que informar para pedir um orçamento

Três informações bastam: o endereço do ensaio, a área em m² ou a planta do terreno e a finalidade da obra. Com isso definimos a quantidade de pontos e os dias de campo. Conheça o serviço de Ensaio de Resistividade do Solo da Resground ou fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 99101-6087.

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